Wednesday, March 7, 2007
Monday, March 5, 2007
O Punhal da morte
Entreguei o meu coração e com ele a minha alma! Protejeste-me das brumas que se precipitavam sobre mim, trazendo tempestades profundas,implacáveis. Abri o manto para ti e deixei-te entrar. Acreditava que o vento iria parar de soprar,que as nuvens se dissipariam mágicamente…sim porque existia magia na tua voz!E nem toda essa magia se perdeu no ar, muita penetrou-me e aqueceu-me em noites frias…a chuva cessaria….as brumas certamente mudariam de cor e tornar-se-iam areia fina…e assim foi! Não poderia pensar, sequer ousar imaginar que enquanto me lavavas o sangue do corpo e me purificavas a alma com o teu toque, escondias de mim algo…e só percebi quando desembainhas-te o teu punhal de prata e o ergueste acima da minha cabeça…. mas já era tarde! Senti o punhal descer, senti medo, repulsa, desilusão e fui cobarde! Não ousei desarmar-te! Afinal eras tão fragil… Acertaste em cheio no coração que perfuraste sem dó nem piedade e eu não gritei.
Agora que a magia voltou sentei-me e admirei-te…sorri, errei! Não acreditei e tentei mover-me apenas para me encontrar preso à mesma posição de pânico. O meu ser desabou quando te viraste e olhas-te para trás, não para mim! Desgraçado, olhei para baixo e pensei desistir! Mas voltaste e ergueste-me, mostraste-me os raios de sol que romperam as nuvens negras, sentimos os dois o calor; preparei-me para falar e voltei as costas, não vi o teu punhal que habilmente escondeste!
Friday, March 2, 2007
AB AETERNO
GLORIA PERPETUA
Gloria Perpetua!
Negros tempos que assolam o meu coração, rajadas de vento frio invadem o meu corpo como se houvessem pretendido retirar o calor que ainda me preenche!!! A chuva cai grossa e nem a capa que construi durante anos me proteje na totalidade, aqui e ali varios buracos rompem o manto, a chuva chega à minha pele mas não pára, não será esse o seu destino? Penetra-me e gela-me o sangue!Mas são as brumas que me assustam…apareceram lentamente, cinzentas no seu ser de esplendor, misteriosas…de principio apenas envolvem os meus pés descalços e ensaguentados, arrebatados pelo tempo que flui na ampulheta eterna da vida; mas sobem e sobem, envolvendo-me cada vez mais e mais! Os meus olhos não são agora mais que dois pequenos pontos, outrora negros e fortes, agora ténues e transparentes. Fixam as brumas, sentem a chuva e perdem-se com o vento! O coração utiliza as suas defesas e consegue derrotar milhares de inimigos em outras tantas batalhas…contudo já perdeu muitos soldados e sabe que chegou o momento! Não poderá lutar muito mais, perderá! Lutar ou desistir? É a duvida que me destrói…Nos meus olhos não poderei confiar, corrompidos pelo mundo! As minhas mãos já nada sentem, o nariz nada cheira, a boca não existe?claro!… Apenas a minha alma se pode elevar e quebrar as barreiras dos impiedosos inimigos, sorrindo no fim! Apenas o sangue pode escrever a minha tragédia!
Não descerei a Niflheim, as brumas de Midgard não me matarão pois a minha alma anseia por Asgard….por fim a perfeição de Valhol! Por isso sou “Igdrasil” e ” Yggdrasil”, o eixo do meu mundo!